domingo, 11 de março de 2012


Ela era apenas uma garotinha de pés descalços e medo dentre os dedos.
Ao belo despertar de uma manhã de Abril, viu-se em meio à decisões e incertezas. Três loucas e novas palavras à mudaram pra sempre, ela nunca mais seria a menininha de cabelos emaranhados na Inocência de todas aquelas manhãs.
Dias se amontoaram e a sua doçura se perdeu para o drama de palavras alheias, palavras aquelas que não cabiam dentro de seu coração e muito menos em sua cabeça e o que ela queria, bem o que ela desejava com todo o fervor e desespero inerte do abandono que mais uma vez lhe convidava para aquela dança, entre tormentas e ceifadores, ela queria que as vozes paracem, que o eco cessace e que ela voltasse a realmente ser apenas uma menina.
Não se recuperou a criança perdida, ela não teve a garotinha de dentro de si renascida;
Quão tristes se tornaram seus olhos, tão profundos e causadores de desespero são eles.
Já não sabia, ó aquele ser sem idêntidade o que fazer para estancar o sangue.
Sentou-se em meio à lençóis e pesadelos e decidiu dar as mãos à morte e caminhar até então. Ela lhe soltou. Perdera mais uma vez. Perdera? O que perderas foi o medo, a incerteza e então colocou-se em saltos e propoz que viveria até que enfim lhe fosse dado o que era de merecimento.
Caminhou vários dias e muitas noites.
Buscando seu norte até que se virasse cento e oitenta graus para a direita ou a esquerda e percebera que tinha tudo; ali mesmo, à sua volta. Junto ao peito e os olhos, hoje lacremejados e de portais de um coração sensivel porém, forte.
Aquela menininha, bem, ela percebeu que era hora de ir e que tudo o que ela havia trago para a mulher que hoje ali estava eram lições baseadas em sua dor. CRIANÇAS SÃO MAIS FORTES, pensa a menininha. Ela crescerá e, embora o medo do escuro ainda permaneça, ela sabe o caminho para a luz.

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